terça-feira, 8 de maio de 2012

Vistoria de controlo a uma Queijaria


Ao longo do tempo, a higiene e segurança alimentar tem vindo a adquirir um lugar de destaque nas principais preocupações da Indústria Alimentar. Isto acontece devido à crescente preocupação do consumidor em consumir alimentos que sejam seguros para a saúde humana. Com a evolução da sociedade surgiu esta grande preocupação, nomeadamente uma maior sofisticação na produção de alimentos.

O Decreto-lei nº 113/2006 de 12de Junho, visa assegurar a execução e garantir o cumprimento, no ordenamento jurídico nacional, das obrigações decorrentes dos Regulamentos (CE) 852/2004 e 853/2004, ambos do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril, relativos à higiene dos géneros alimentícios e às regras específicas de higiene aplicáveis aos géneros alimentícios de origem animal. Estas regras são aplicáveis em todas as fases de produção, transformação e distribuição de alimentos por forma a assegurar a higiene e qualidade dos produtos que chegam até ao consumidor. Assim, é importante ter em atenção alguns aspetos para manter a inocuidade dos alimentos, como o funcionamento irregular ou má higienização dos equipamentos, o incorreto armazenamento dos produtos, a deficiente higiene pessoal dos trabalhadores, o uso de material de limpeza inadequado, entre outros. Neste sentido, de forma a evitar que ocorram estes problemas surgiu o sistema Hazard Analysis and Critical Control PointsAnálise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos, habitualmente designado por HACCP, que tem como objetivo assegurar a segurança e salubridade dos alimentos produzidos, identificando os perigos específicos no decorrer das fases do processo produtivo, e tentando eliminá-los. O HACCP tem o benefício de ser um plano que pode ser aplicado em todas as etapas de fabrico do produto alimentar, desde a sua produção e preparação inicial até ao seu consumo. Este sistema tem também como vantagem prevenir de forma mais eficaz a probabilidade de ocorrência de problemas de toxinfecções alimentares ou outros problemas de origem alimentar.

Qualquer estabelecimento em funcionamento tem que cumprir requisitos impostos por lei, por forma a cumprir as condições de higiene e segurança. De acordo com o Código de Boas Práticas de Fabrico em Queijarias Tradicionais, as queijarias não devem comunicar com casas de habitação, salas de ordenha ou estábulos, para que não ocorra a contaminação quer do leite quer do queijo. Pode-se localizar no mesmo edifício desde que devidamente separada. Para tal, é necessário ter em atenção a circulação do ar e a orientação das janelas, de forma a evitar a entrada de ar contaminado.

Em relação às características dos pavimentos, tetos, paredes, portas e janelas estas devem ser de material facilmente lavável, liso e resistente de forma a garantir a fácil higienização.

As instalações de uma queijaria devem dispor de espaços mínimos exigidos para garantir um bom funcionamento, tais como: zona de receção do leite, sala de fabrico do queijo, sala de cura, zona de expedição do produto acabado e instalações sanitárias. As diferentes fases do processo de fabrico do queijo são:
  •  Receção e armazenamento do leite (refrigeração);
  • Pasteurização;
  • Preparação do coalho/coagulação;
  • Corte e agitação da coalhada;
  • Dessoramento e lavagem da coalhada;
  • Moldagem;
  • Prensagem;
  • Rotulagem e embalamento;
  •  Conservação (refrigeração);
  • Distribuição.

Para garantir a qualidade do produto e a não contaminação é necessário adotar uma série de boas práticas em todas as fases mencionadas anteriormente:

  • Higiene pessoal - Qualquer pessoa que trabalhe num local em que sejam manipulados alimentos, deve manter um elevado grau de higiene pessoal. Deve manter o seu corpo, vestuário e calçado em perfeito estado de limpeza. Num local em que sejam manipulados alimentos, é proibido:
    • Usar adornos (anéis, brincos, pulseiras, etc.;
    •  Fumar;
    •  Beber;
    • Comer;
    • Tossir ou espirrar para cima dos queijos ou superfícies em contacto com os mesmos;
    • Cuspir. 

  • Vestuário - Durante o período de produção deve ser utilizado vestuário de trabalho (bata, avental, touca, galochas ou socas de uso exclusivo na queijaria), o cabelo deve estar totalmente protegido por uma touca, o vestuário de trabalho só deve ser utilizado no interior da queijaria e a lavagem do vestuário deve ser da responsabilidade da queijaria.
  • Mãos – As mãos e antebraços dos operadores devem ser lavados:
    • Antes de iniciar o trabalho;
    •  Depois de utilizar os sanitários;
    • Depois de ter transportado lixo;
    • Quando muda de tarefa de trabalho;
    • Depois de comer;
    • Depois de mexer no cabelo, olhos, boca, ouvidos ou nariz;
    • Depois de ter espirrado, tossido, ou assoado;
    • Depois de manipular produtos de limpeza. 
  • Feridas e cortes - Sempre que existirem feridas ou cortes, devem ser protegidos com um penso de cor viva e impermeável, e devem usar-se luvas ou dedeiras de borracha.
  • Saúde dos trabalhadores - Os trabalhadores não podem trabalhar diretamente com os alimentos se:
    • Tiverem febre, diarreia, vómitos, expetoração, processos inflamatórios de garganta, nariz, ouvidos ou olhos, ou qualquer outra situação de doença;
    • Tiverem contraído ou suspeitem ter contraído uma doença potencialmente transmissível;
    •  Tiverem feridas não protegidas, infeções cutâneas e inflamações.

  • Limpeza e desinfeção - Os equipamentos e os utensílios devem ser mantidos em bom estado de higiene e conservação;
São realizadas regularmente vistorias de controlo a estabelecimentos que produzem ou vendem alimentos de origem animal por parte da Médica Veterinária Municipal de Beja, com o intuito de verificar as condições higio-sanitárias dos estabelecimentos de forma a não colocar em risco a salubridade dos alimentos, e consequentemente, a saúde pública. Neste sentido, eu e a minha colega Ana Lima, dirigimo-nos juntamente com a Dr.ª Linda Rosa a uma queijaria com o propósito de realizar a vistoria de controlo.

Ao longo da vistoria visitámos as instalações que se dividem em: Zona de receção e expedição, zona de fabrico; sala de refrigeração e pasteurização (utilizada como arrecadação); câmaras de 1ª, 2ª e 3ª fase; câmara de refrigeração; cozinha (para uso do pessoal); sala de lavagem de bilhas e instalações sanitárias separadas por sexo. No geral, considero que as instalações estavam em bom estado de higiene e conservação, verificámos apenas algumas irregularidades, tais como:
  •  Incorreta utilização dos Equipamentos de Proteção individual, principalmente a touca;
  • Existência de bens pessoais na zona de fabrico;
  • Pavimento danificado na zona de fabrico.
Gostei bastante de efetuar a vistoria porque foi a primeira vez que visitei um estabelecimento deste tipo e desconhecia tão detalhadamente o processo de fabrico do queijo. 

Brevemente irei atualizar novamente o meu blog caros leitores.

Até breve J


Referências bibliográficas:



Agro44.Manual de Boas Práticas de Fabrico em Queijarias TradicionaisAcedido em: 28 de Abril de 2012, em



Diário da República, Decreto-lei nº 113/2006 de 12 de Junho. Acedido em: 28 de Abril de 2012, em http://dre.pt/pdf1sdip/2006/06/113A00/41434148.pdf

Eur-Lex. Acesso ao Direito da União Europeia, Regulamento (CE) nº 852/2004, de 29 de Abril. Acedido em: 28 de Abril de 2012, em http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2004:139:0001:0054:PT:PDF


Eur-Lex. Acesso ao Direito da União Europeia, Regulamento (CE) nº 853/2004, de 29 de Abril. Acedido em: 28 de Abril de 2012, em http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2004:139:0055:0205:PT:PDF


HACCP. Portal de Segurança Alimentar. Acedido em: 28 de Abril de 2012, em http://www.segurancalimentar.com/

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Vistoria sanitária a um canil


Olá caros leitores, cá estou novamente para vos falar de mais uma atividade realizada no estágio.    

Segundo o disposto no artigo 3º, do Decreto-lei (D.L) nº 315/2003 de 17de Dezembro, os alojamentos para hospedagem sem fins lucrativos (alojamento, permanente ou temporário, de animais de companhia que não vise a obtenção de rendimentos) carecem de licença de funcionamento a emitir pelo Diretor Geral de Veterinária (DGV), sob parecer da Direção Regional Agrícola (DRA), atualmente Direções dos Serviços Veterinários das Regiões (DSVR) e do Médico Veterinário Municipal. No entanto, de acordo com o “Guia e orientação para o licenciamento de alojamentos de animais de companhia” da DGV, a hospedagem de animais pertencentes a particulares sem fins lucrativos não implica um processo de licenciamento, exceto caso se trate de detenção de matilhas de caça numerosas, ai é que está sujeito a requisitos adicionais e a licenciamento. 

Nesta sequência foi apresentado um requerimento com o pedido de uma vistoria sanitária a um canil a fim de ser emitido parecer para o seu licenciamento, neste caso dirigido à Médica Veterinária Municipal Dr.ª Linda Rosa. Então na companhia desta, eu e a minha colega Ana Lima, dirigimo-nos ao canil para efetuar uma vistoria sanitária, a fim de emitir o parecer para o seu licenciamento. Durante a vistoria fomos acompanhas pelo proprietário do canil.

No local observámos diversas questões que não vão de encontro com a legislação:
  • Existência de 16 boxes com mais de três cães cada, sendo no total cerca de 50 cães;
  • A ração colocada em contacto com o pavimento e com os medicamentos;
  • Incorreta drenagem das águas sujas.
Para além disto, verificámos a ausência de outros requisitos mínimos impostos por lei, o que impossibilita o licenciamento deste canil, tais como:
  •  Ausência de celas semicirculares para animais perigosos;
  •  Ausência de enfermaria para o tratamento dos animais, quando necessário.
De acordo com a legislação aplicável (D.L 314/2003 e 315/2003 de 17 de Dezembro) a este tipo de instalações, devem ser satisfeitos os seguintes requisitos, para obter a licença de funcionamento:
  • No alojamento de cães em centros de recolha oficiais e alojamento sem fins lucrativos, individualmente ou em grupo, os animais têm de ter, no mínimo, espaço suficiente para estarem de pé, deitados, para se virarem e sentarem normalmente;

(Anexo VII, artigo 4º, alínea g), g.1) e g.2), do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

  • Os recintos com dimensões de 1,50m x 3m não podem alojar mais de dois cães de raça média ou grande ou três cães de raça pequena;

(Anexo VII, artigo 4º, alínea g.2), do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

  • Todos os alojamentos destes animais devem dispor de espaço adequado às necessidades fisiológicas e etológicas dos animais, de forma a permitir a prática de exercício físico adequado, a fuga e o refúgio de animais sujeitos a agressão por parte de outros;

(Capitulo II, artigo 8º, pontos 1 e 2, do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

  • Os alojamentos referidos devem possuir uma área de recreio para os animais coberta ou descoberta;

(Capitulo III, artigo 25º, ponto 4, do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

  • As instalações devem estar equipadas de acordo com as necessidades específicas dos animais, nomeadamente camas ou ninhos e locais para a sua higienização;

(Capitulo II, artigo 8º, ponto 5, do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

  • As fêmeas em período de incubação, de gestação ou com crias devem ser alojadas de forma a assegurarem a sua função reprodutiva natural em situação de bem-estar, ou seja, em alojamentos isolados dos restantes animais;

(Capitulo II, artigo 8º, ponto 3, do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

  • Os animais doentes ou lesionados devem ser isolados em instalações adequadas;

(Capitulo II, artigo 16º, ponto 4, do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

  • O canil deve possuir pelo menos duas celas semicirculares para isolamento e quarentena de animais suspeitos de raiva e ou perigosos;

(Artigo 11º, ponto 2, do Decreto-Lei nº 314/2003 de 17 de Dezembro)

  • Os comedouros e bebedouros para os animais devem estar disponíveis em número suficiente de forma a satisfazerem as suas necessidades, sem que haja competição excessiva entre eles;

(Capitulo II, artigo 12º, ponto 3, do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

  • Os animais devem dispor de água potável;

(Capitulo II, artigo 12º, ponto 6, do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

  • Os alimentos devem ser armazenados e preparados em locais secos, limpos, livres de agentes patogénicos e produtos tóxicos. Estes não devem estar em contacto direto com o pavimento, devem ser acondicionados em estrados ou prateleiras;

(Capitulo II, artigo 12º, ponto 4, do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

  • Os medicamentos devem ser armazenados em local isolado e identificado;

(Capitulo II, artigo 16º, ponto 5, do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

  • Garantir a existência de um correto e eficiente sistema de drenagem das águas sujas.

(Capitulo II, artigo 14º, ponto 3, do Decreto-Lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro)

Apesar da instalação que visitámos não cumprir os requisitos a que a legislação obriga, considero que os animais não se encontravam em sofrimento. Na minha opinião, considero em alguns pontos a legislação exigente para este tipo de alojamentos particulares.

Espero que continuem a acompanhar o meu blog, estão completamente à vontade para colocar as vossas questões ou as vossas opiniões.

Até breve J


Referências bibliográficas:
Diário da República, Decreto-lei nº 314/2003 de 17 de Dezembro. Acedido em: 2 de Abril de 2012, em http://dre.pt/pdf1sdip/2003/12/290A00/84448449.pdf
Diário da República, Decreto-lei nº 315/2003 de 17 de Dezembro. Acedido em: 2 de Abril de 2012, em http://dre.pt/pdf1sdip/2003/12/290A00/84498473.pdf
Direção Geral Veterinária. Guia de orientação para o licenciamento de alojamentos de animais de companhia. (2007).Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas. Acedido em: 2 de Abril de 2012.

Sites a consultar:
Canil Gatil Intermunicipal da AMALGA - http://www.cagia.com.pt/

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Dia Mundial da Floresta

O Dia Mundial da Floresta é celebrado em Portugal, entre outros países, no dia 21 de Março, associado ao início da Primavera no hemisfério Norte.


Em 1971, na sequência de uma proposta da Confederação Europeia de Agricultores, foi estabelecido o Dia Florestal Mundial com o objectivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra. A 21 de Março de 1972, foi comemorado o primeiro DIA MUNDIAL DA FLORESTA em Portugal e noutros países. Este dia é celebrado com várias iniciativas que visam a protecção e conservação da floresta, sensibilizando a população para a sua importância, quer a nível dos valores naturais que esta oferece, quer ao nível dos serviços ambientais que prestam a toda a humanidade.

As florestas são essenciais não só à vida humana como também ao equilíbrio dos ecossistemas, pois: promovem a manutenção da biodiversidade, libertam oxigénio, armazenam o dióxido de carbono, moderam as temperaturas e facilitam a infiltração da água no soloPor isso, a floresta deve ser protegida e valorizada, evitando assim a sua destruição. Apesar de ser extremamente importante para a nossa qualidade de vida, assistimos cada vez mais à sua extinção e destruição, devido sobretudo ao crescimento demográfico e à expansão das indústrias.

As comemorações deste dia em Portugal e noutros países, têm como principal objetivo a sensibilização das populações, nomeadamente das crianças e jovens, para a importância das florestas como sistemas ecológicos complexos que constituem um valioso recurso natural renovável gerador de múltiplos bens e serviços de maior relevância para o ambiente, para a economia e para a qualidade da vida dos cidadãos. Nesta sequência, a Câmara Municipal de Beja, em parceria com outras entidades, comemora todos os anos o Dia Mundial da Floresta junto dos mais novos, através da iniciativa “Vamos Salvar a Floresta”, na mata municipal, junto ao parque de merendas. Durante este dia foram realizadas várias atividades em conjunto com diversas entidades como: Bombeiros Voluntários de Beja, Guarda Nacional Republicana (GNR), Quercus, Direção Regional de Florestas do Alentejo e Escola Superior de Educação de Beja (ESE). Foram recebidas várias turmas com alunos do 5º ano, da Escola Santiago Maior durante o período da manhã e da Escola Mário Beirão durante o período da tarde. As turmas foram divididas por vários monitores responsáveis por acompanhar os alunos às diversas atividades planeadas para este dia. Eu, a minha colega Ana Lima e a Eng.ª Cláudia Videira, ficamos responsáveis por acompanhar duas turmas, uma em cada período do dia.
As atividades estavam divididas por 6 postos, irei explicar sucintamente o que aconteceu em cada uma delas.

Posto 1- Passeio a Cavalo com a GNR

Fotografia 1- Passeio a cavalo
Neste posto, as crianças davam um pequeno passeio a cavalo com o auxílio dos responsáveis da GNR, de forma a terem não só contacto com a natureza mas também com os cavalos. Nesta atividade as crianças mostraram-se bastante entusiasmadas e com vontade de repetir a experiência (Fotografia 1).










Posto 2- Identificação de árvores e folhas com a Direção Regional de Florestas do Alentejo

Neste posto, existiam dois jogos para as crianças: um onde as crianças tiveram a oportunidade de pintar e desenhar em pequenos troncos de árvore para levarem para casa uma recordação deste dia; e outro em que as crianças tinham que escolher um tronco, identificar a que árvore pertencia e a folha desse tronco. Como sempre as cirnças estavam bastantes entusiasmadas para aprender (Fotografias 2 e 3).
Fotografias 2 e 3- Identificação de árvores e folhas e pinturas
Posto 3- Grande Jogo com os Bombeiros Voluntários de Beja
Fotografias 4 a 9- Extinção do incêndio e formação

Neste jogo as crianças foram divididas por diversas funções: posto controlo, torre de vigia, GNR, PSP, Bombeiros, Proteção Civil e ponto de socorro. O posto de controlo ao avistar o incêndio comunicou ao comandante, posteriormente este deu o alerta e colocou no terreno todos os meios físicos e humanos necessários à extinção do incêndio (Proteção Civil, GNR, PSP, Bombeiros). Durante a extinção do fogo verificou-se a presença de feridos que foram imediatamente socorridos pelos bombeiros. Este jogo foi sem dúvida o ponto alto do dia, pois as crianças viveram esta actividade como se de uma situação real se tratasse. Para além deste simulacro os professores e os monitores tiveram a oportunidade de receber uma pequena formação de suporte básico de vida (Fotografias 4 a 9).

Posto 4- Identificação de árvores com a Quercus

Neste posto, os representantes da Quercus fizeram algumas perguntas às crianças sobre as árvores que estas conheciam da nossa região e em seguida, foi realizado um jogo, em que os alunos estavam divididos por grupos: tinham umas placas com árvores e tinham que as encontrar naquele espaço. À medida que as encontravam iam anotando para ver a equipa vencedora. Nesta atividade, reinou o espirito de equipa (fotografia 10 e 11).
Fotografia 10 e 11- Identificação das árvores  

Posto 5- Jogos didácticos com alunos da Escola Superior de Educação (ESE)


Neste posto, os alunos de Educação Básica da ESE prepararam diversas atividades com jogos didáticos para as crianças, com o objetivo de testar os conhecimentos das crianças em relação à floresta. Para além destes jogos, estes alunos da ESE ainda fizeram experiências com as crianças, como por exemplo, uma erupção vulcânica. Neste jogo, o ponto alto foi as experiências, porque as crianças estavam bastante interessadas em aprender (fotografias 12 a 15.
Fotografias 12 a 15 - Jogos didáticos e experiências 
Posto 6- Plantar ervas aromáticas com a Divisão de Zonas Verdes

Neste posto, as crianças tiveram o privilégio de aprender com um jardineiro da Câmara Municipal de Beja como se plantam as ervas aromáticas e os cuidados a ter depois de as plantar. Nesta atividade, as crianças voluntariaram-se todas para plantar as ervas, pois era para muitos uma atividade na qual nunca tinham participado (Fotografia 16 e 17).
Fotografia 16 e 17- Plantação de ervas aromáticas



Para mim, este dia foi bastante importante uma vez que tive o privilégio de trabalhar com crianças. Sinto que estive ali não só para as acompanhar como também estive para aprender, pois as crianças são um forte veículo de informação. Considero que a Câmara Municipal de Beja, está de parabéns com a realização desta atividade, pois esta é uma forma não só de sensibilizar os mais novos para a importância de preservar a floresta como também de os manter em contacto com a natureza.

Obrigado por continuarem a acompanhar o meu blog, brevemente irei colocar mais informação de atividades realizadas no estágio.

Até breve J

Desejo a todos os leitores uma ótima páscoa J
  



Referências bibliográficas:

Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Acedido em: 28de Março de 2012, em:

Naturlink. Acedido em: 28 de Março de 2012, em:

Quercus. Acedido em: 28 de Março de 2012, em :








Eco Conselhos


Boa tarde caros leitores,
cá estou de novo para vos falar de mais uma atividade realizada no estágio.


O ser humano é o maior responsável pela degradação da natureza e consequentemente pela degradação da qualidade de vida. Dono de uma capacidade imensurável de produzir tecnologias inovadoras e dominar as ciências avançadas, este teve sempre como primeira opção a degradação do meio ambiente em favor do bem imediato. As alterações climáticas, a extinção da fauna e flora, a poluição da água, do solo e ar, a escassez da água, são alguns dos problemas que a sociedade atualmente está a enfrentar, resultado da própria ação do homem.

Desta forma, é importante consciencializar a população para a constante degradação do meio ambiente e da constante redução da qualidade de vida. Assim surgiu a ideia dos “Eco conselhos”. Estes têm como objetivo apresentar sugestões simples e práticas para enfrentar os problemas que nos deparamos atualmente, tentando de alguma forma reduzi-los ou eliminá-los, tornando assim os cidadãos conscientes. Estes concelhos são direcionados a todos os munícipes que consultem o site da Câmara Municipal de Beja, uma vez que este documento irá estar disponível em formato pdf no site. Este foi elaborado por mim e pela minha colega Ana Lima.

O documento dos “Eco conselhos” está dividido por 7 temas: água, ar, ruído, energia, resíduos, produtos de limpeza e espaços verdes. Cada um destes temas contém uma série de conselhos para que os cidadãos possam contribuir para a preservação do meio ambiente e também algumas curiosidades com o intuito de alertar a população sobre o impacte que os seus gestos do dia-a-dia podem ter na natureza.

ÁGUA

A água é essencial à vida na Terra, sem esta nenhuma espécie vegetal ou animal, incluindo o ser humano, poderia sobreviver. Cerca de 70% da nossa alimentação e do nosso próprio corpo são constituídos por água. Apesar de ser o composto mais abundante no planeta terra, actualmente este é um bem escasso devido à má gestão do homem.
Em algumas regiões de Portugal, já se verifica a elevada escassez de água, uma vez que as necessidades e os consumos são superiores à disponibilidade de água. Para além da escassez da água deparamo-nos atualmente com outro problema, a contaminação das águas através da utilização da mesma como esgotos domésticos. Assim, este aumento exponencial do consumo de água e adição de substâncias estranhas aos recursos hídricos, tem feito com que diminua a quantidade de recursos hídricos disponíveis.
De acordo com o Relatório da Pegada Hídrica em Portugal do ano 2010”, Portugal tem uma das mais elevadas “pegadas hídricas” por habitante do mundo, cada habitante do nosso país é responsável pela utilização de 2.264m3/ano. Mais de 80% desse valor diz respeito à produção e consumo de produtos agrícolas, e mais de metade corresponde à importação de bens para consumo – ou seja, 54% da pegada hídrica em Portugal é externa.
Posto isto, é urgente pensar em opções de gestão deste bem tão precioso e essencial à vida, através da adoção de medidas para poupar água, pois cada um de nós é responsável pelo desperdício de água na realização de actividades do dia-a-dia.
Conselhos para poupar água:
  • Feche sempre a torneira enquanto lava os dentes;
  • Evite banhos demorados, opte pelo chuveiro;
  • Coloque uma garrafa de 1,5 litros cheia dentro do autoclismo, para poupar água em cada descarga;
  • Aproveita a água que lava os legumes para regar as plantas;
  • Utilize sempre as máquinas da louça e roupa com a carga cheia;
  • Conserte todas as torneiras que estiverem a pingar.
 AR

O ar é um recurso natural, que ao contrário de outros não tem que ser racionalizado, mas no entanto é importante ter em conta a qualidade do ar que respiramos.
O aumento da utilização dos transportes e o aumento do número de indústrias tem-se refletido no aumento da poluição do ar. Para tal, é necessário adotar medidas para reduzir a poluição do ar e garantir desta forma um futuro sustentável.


Conselhos para garantir a melhoria da qualidade do ar:
  • Dê prioridade aos transportes coletivos face aos transportes individuais, contribui para a redução da emissão de gases poluentes para a atmosfera;
  • Sempre que possível ande a pé ou de bicicleta;
  • Conduza a velocidades moderadas, velocidades rápidas produzem um maior nível de poluição; 
  • Efetue a manutenção do seu veículo, de forma a reduzir as emissões gasosas.
RUÍDO

O ruído é cada vez mais um problema para a saúde da população, sendo que este está presente em todas as suas atividades diárias. A exposição frequente a sons de elevada intensidade pode provocar stress, fadiga, irritabilidade, problemas cardiovasculares, lesões auditivas graves (surdez), o que se reflete no próprio desempenho das pessoas. Na maior parte das pessoas, o ruído em excesso é responsável pela diminuição da qualidade de vida, especialmente nos grupos mais vulneráveis. 
Conselhos para evitar a exposição a ruídos excessivos:
  • Prefira equipamentos que produzam pouco ruído ou silenciosos;
  • Elimine ruídos indesejados e incómodos da sua casa e local de trabalho;
  • Mantenha a televisão, computadores, rádios e aparelhagem com um volume baixo ou moderado;
  • Diminua a quantidade de tempo que passa em ambiente ruidosos;
  • Em locais de trabalho muito ruidosos, utilize proteções para as orelhas;
  • Controle o ruído provocado pelo escape do seu veículo e evite o uso excessivo da buzina.
ENERGIA


Utilizamos diariamente a energia em diferentes formas nas nossas vidas e grande parte da que é utilizada pode ser renovada para garantir a sua utilidade prolongada. No entanto, algumas formas de energia como os combustíveis fósseis não podem ser renovadas e estas são preciosas para nós, pelo que devemos contribuir ao máximo para a sua conservação. Os combustíveis fósseis são os principais responsáveis pelos problemas ambientais, por isso, são cada vez mais um motivo para que a poupança e a adesão às energias renováveis, sejam uma realidade.
Conselhos para poupar energia:
  • Ao comprar um eletrodoméstico, tenha em conta a etiqueta referente ao seu consumo de energia identificada pela classe: (A, A+, A++) maior eficiência energética;
  • Ao escolher um aquecedor prefira os modelos a gás: o rendimento é maior e o consumo de energia menor;
  • Ligue as máquinas de lavar loiça e roupa apenas quando estas estiverem com a carga completa;
  • Apague a luz sempre que se ausentar de uma divisão da sua casa;
  • Dê Preferência à luz natural, evite ligar as lâmpadas durante o dia;
  • Substitua a energia elétrica pela energia solar, instale painéis solares;
  • Prefira o gás natural;
  • Prefira os transportes coletivos.
RESÍDUOS

Os resíduos constituem um dos maiores problemas ambientais que as sociedades enfrentam no século XXI. O crescimento exponencial da produção de resíduos torna-se um problema de difícil resolução. Assim, é essencial não só promover a reciclagem dos materiais como também diminuir a produção dos mesmos, através da sensibilização da população, de forma a proteger o meio ambiente e garantir a melhoria da qualidade de vida da população presente e futura.

Conselhos para diminuir a produção de resíduos:
  • Quando for às compras leve sacos de pano ou rede, para evitar trazer sacos de plástico;
  • Se usar saco plástico, reutilize-o;
  • Escolha bens duráveis e/ou reutilizáveis;
  • Não desperdice papel, imprima só quando é necessário e opte por imprimir em ambos os lados da folha;
  • Adquira papel reciclado;
  • Tire partido das novas tecnologias, faça circular a informação através de via eletrónica (email);
  • Deposite o papel nos “papelões”; 
  • Não deite pilhas usadas no lixo comum, separe-as e deposite-as no pilhão;
  • Utilize pilhas recarregáveis;
  • Não deite os tinteiros da impressora fora, dirija-se a uma loja mais próxima e recarregue-os;
  • Entregue os medicamentos fora de validade numa farmácia;
  • A roupa, calçado, brinquedos e acessórios que não dá uso, doe a instituições de caridade;
  • Entregue os seus livros usados a instituições ou solicite o apoio da Biblioteca.

PRODUTOS DE LIMPEZA

Atualmente, para efetuar a limpeza utilizam-se produtos que podem gerar resíduos contaminantes que vão trazer consequências para o ambiente e também para a saúde da população. Para evitar que isto aconteça e para poupar o ambiente, é importante que sejam utilizados produtos menos poluentes, ou seja, produtos “amigos do ambiente”.


Conselhos para a utilização de produtos menos poluentes:

  • Utilize produtos amigos de ambiente que sejam biodegradáveis e de baixa toxicidade;
  • Leia sempre os rótulos dos produtos e escolha os menos tóxicos, inflamáveis e corrosivos;
  • Utilize produtos de limpeza caseiros (sabia que o limão é excelente para dar brilho aos móveis e o vinagre é excelente para desinfetar ou remover a gordura);
  • Compre produtos de limpeza cujas embalagens sejam recicláveis ou reutilizáveis.


ESPAÇOS VERDES

Os espaços verdes públicos, em especial os parques e jardins, são cada vez mais assumidos como elementos essenciais à qualidade de vida das populações no meio urbano e surgem como uma necessidade para o equilíbrio ecológico saudável. Estes para além de embelezarem qualquer espaço também têm um grande contributo na purificação do ar que respiramos. Porém, muitas vezes as pessoas não os respeitam. Assim, é importante alertar a população para a importância destes espaços, essencialmente para a melhoria da qualidade de vida.

Conselhos para preservar os espaços verdes: 
  • Respeite os espaços verdes e não contribua para a sua poluição. Estes são um espaço de lazer para toda a comunidade e cabe-lhe a si deixar o local como o encontrou;
  • Se utilizar os espaços verdes como local de merendas, não deixe resíduos no local, coloque-os num saco e deite-os posteriormente nos contentores adequados ou recicle-os caso seja possível;
  • Não colha nem danifique plantas existentes no espaço verde;
  • Apanhe os dejetos do seu cão com um saco, não os deixe no chão;
  • Não deite pontas de cigarro nos espaços verdes, deite num cinzeiro;
  • Ajude a manter o espaço verde limpo.


Fig.1 - Folheto "Eco Conselhos"

Espero que tenham gostado, em breve irei publicar mais informação.
Obrigada pela vossa atenção e até breve :) 

Referências bibliográficas:
Câmara Municipal de Aljustrel. Ambiente. Acedido em: 25 de Março de 2012, em: http://www.mun-aljustrel.pt/menu/260/eco-sugestoes.aspx
Deco Proteste. Concelhos ecológicos. Acedido em: 25 de Março de 2012, em: http://www.deco.proteste.pt/mobilidade-e-ambiente-8-conselhos-ecologicos-s609601.htm
EDP. Conselhos de eficiência. Acedido em: 25 de Março de 2012, em: http://www.eco.edp.pt/pt/particulares/conhecer/conselhos-de-eficiencia/conselhos-de-eficiencia
 Quercus. Acedido em: 25 de Março de 2012, em: